Depressão do Final do Ano

Depressão do Final do Ano

Entenda por que existe a depressão do final do ano.

Depressão do Final do Ano

Sentir falta de uma pessoa, estresse, mudanças de rotina, baixa autoestima, angústia e tristeza são alguns sentimentos que muitas pessoas começam a ter com a proximidade do Natal e Ano Novo. Esses são sintomas que se assemelham a um quadro depressivo – doença que altera o estado de humor da pessoa, deixando-a com um nível exagerado de tristeza.

De acordo com a psicóloga-clínica Andrea Lorena, nesta época as pessoas tendem a refazer balanços e projetos do ano e este olhar pode gerar frustrações por não terem alcançado os objetivos traçados. “É uma época onde todos se sentem obrigados a estar felizes e conviver harmoniosamente com familiares e colegas de trabalho. Também é uma época de recordar aqueles que não estão mais junto, separação, desemprego e doenças, o que pode acarretar sentimentos de solidão e tristeza”, completa Andrea.

Situações como essas levam ao exagero, como a necessidade de comprar demasiadamente, comer compulsivamente e beber excessivamente. Para Andrea, as pessoas encontram uma ‘válvula de escape’ nas compras, comidas e bebidas. “Alguns ainda pensam que beber faz esquecer os problemas, por isso exageram principalmente no Ano Novo, mas na verdade a bebida só piora a situação, podendo ocasionar uma depressão ainda mais grave”, afirma Andrea.

Para lidar com essas datas, a psicóloga sugere preparar-se para os encontros familiares, rever de forma consciente o que eles o incomodam, ou ainda, uma autoanálise se não é a própria pessoa que está ‘implicando’. “Reveja as metas e objetivos traçados, veja o que aconteceu e o que poderia ser feito melhor e também faça uma análise crítica se não foram metas exageradas.

Se os sentimentos de angústia e solidão permanecerem, mesmo após as festividades, é importante buscar ajuda de um especialista”, completa.

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Maquiagem para o natal

Maquiagem para o natal

A Noite de Natal merece uma produção caprichada, ainda mais se for rolar aquele evento “pós ceia”! O maquiador Luciano Alencar, do Pierre Louis Coiffeur, ensina o passo a passo de um make que vai fazer bonito na Noite Feliz!

Make para brilhar no Natal

A noite de Natal merece uma produção caprichada, pois é um momento super feliz que só acontece uma vez ao ano!  Independente da escolha da sua produção, um make bem feito faz toda a diferença e você já estará preparadíssima para aquela balada depois da ceia!

Para a noite feliz, o maquiador Luciano Alencar, do Pierre Louis Coiffeur, preparou um make bem fácil de fazer, com brilho natural e olhar marcado. “Na Noite de Natal não rola de chegar muito Carnaval, mas a ocasião merece uma produção sofisticada.”- ensina.

Segue abaixo o passo a passo:

Passo 1 – Prepare a pele com uma boa base para uniformizar;

Maquiagem para o Natal

Passo 2 – Destaque as sobrancelhas com lápis para sobrancelhas;

Maquiagem para o Natal

Passo 3 – Aplique o corretivo e logo após um bom iluminador na área dos olhos;

Maquiagem para o Natal

Passo 4 – Aplique delineador bem rente a linha dos cílios superiores;

Maquiagem para o Natal

Passo 5 – Aplique sombra dourada na área móvel das pálpebras;

Maquiagem para o Natal

Passo 6 – Aplique cuidadosamente delineador bem rente a linha dos cílios inferiores para marcar bem a região dos olhos;

Maquiagem para o Natal

Passo 7 – Agora é a hora do rímel, pode caprichar!

Maquiagem para o Natal

Passo 8 – Blush nas maças do rosto;

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Passo 9 – Nos lábios, um batom nude.

Maquiagem para o Natal

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Maquiagem para o Ano Novo

Maquiagem para o Ano Novo

Make para Ano Novo – Praia e Festa

O look para o Ano Novo é uma das produções mais importantes do ano! E sendo supersticiosa ou não, todas querem estar lindas na hora da virada e atrair as melhores vibrações para o ano novo! Na praia ou numa super festa, o importante é se sentir linda e poderosa! E depois da roupa, o make é a parte mais importante para arrasar! O maquiador Luciano Alencar, do Pierre Louis Coiffeur, ensina o passo a passo de 2 makes para o Ano Novo!

1) Make Boneca Nude – Praia

Segundo Luciano, este make é ideal para quem vai passar a virada na praia, com os pés na areia! Leve e sensual, combina perfeitamente com o ambiente descontraído e te vai te deixar com aquele ar “sou linda de natureza”.

Passo 1 – Prepare a pele com uma boa base para cobrir as imperfeições;

Maquiagem de ano novo praia

Passo 2 – Delineie a sobrancelha para destacar o olhar. Tome cuidado com a cor da sombra ou do lápis. Para meninas de pelos claros, marrom!

Maquiagem para o ano novo praia

Passo 3 e 4 – Passe um corretivo em toda região dos olhos e espalhe;

Maquiagem para o ano novo praia

Maquiagem para o ano novo praia

Passo 5 – Coloque os cílios postiços;

Maquiagem para o ano novo praia

Passo 6 – Passe delineador bem junto aos cílios superiores, num traço fino;

Maquiagem para o ano novo praia

Passo 7 – Aplique uma sombra laranja-clara somente na região da pálpebra móvel;

Maquiagem para o ano novo praia

Passo 8 – Aplique bastante rímel;

Maquiagem para o ano novo praia

Passo 9 – Aplique um blush em tom alaranjado para dar um ar de verão;

Maquiagem para o ano novo praia

Passo 10 – Para finalizar, batom rosinha nude!

Maquiagem para o ano novo praia

Maquiagem para o ano novo praia

2)  Make Festa – Olhar marcado

Este make é ideal para quem vai passar a virada naquela festa “bapho”! Muito brilho, olhar destacado e muito poder para entrar em 2014 com o pé direito!

Passo 1 – Prepare a pele com a base para cobrir as imperfeições;

Maquiagem de ano novo festa

Passo 2 – Passe corretivo em toda a região dos olhos e cubra com iluminador;

Maquiagem de ano novo festa

Passo 3 – Faça um traço contínuo com o delineador. Vá engrossando em direção ao canto externo dos olhos;

Maquiagem de ano novo festa

Passo 4 – Esfumace sombra preta no canto externo dos olhos;

Maquiagem de ano novo festa

Passo 5 – Aplique com cuidado os cílios postiços;

Maquiagem de ano novo festa

Passo 6 – Aplique uma sombra marrom cintilante na área logo acima da pálpebra móvel;

Maquiagem de ano novo festa

Passo 7 – Na pálpebra móvel, aplique sombra pérola;

Maquiagem de ano novo festa

Passo 8 – Puxe um leve gatinho com o delineador;

Maquiagem de ano novo festa

Passo 9 – Abuse do rímel! Todo olhar fatal tem muito rímel;

Maquiagem de ano novo festa

Passo 10 – Blush nas maças do rosto;

Maquiagem de ano novo festa

Passo 11 – Aplique um batom nude pra finalizar.

Maquiagem de ano novo festa

Maquiagem de ano novo festa

Pierre Louis Coiffeur – www.pierrelouis.com.br

Av. Ayrton Senna, 1850 – Ljs 113/114 – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro/RJ – (21)2430-3173/2430-3174

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Entenda o cérebro dos adolescentes

Entenda o cérebro dos adolescentes

Comportamento de Adolescente

por Adriana Fóz

A adolescência é um período da vida que procede a infância e precede a fase adulta.

Não é uma questão de escolha, mas um período inevitável da vida; é uma fase necessária para que o cérebro infantil se transforme em cérebro adulto.

Atualmente, temos mais um motivo para aprender sobre essas transformações. Pesquisas neurocientíficas demonstram que o cérebro de uma criança continua a se desenvolver e modificar (01). Terminada a infância, ocorrerão ainda grandes reorganizações e modificações no desenvolvimento neurocognitivo de um jovem. E mais, uma infância sadia pode promover uma adolescência sadia.

Adolescência também não é sinônimo de puberdade. Esta última se refere às transformações do corpo para a reprodução, com os hormônios assumindo papel de protagonistas.

Já a adolescência se refere às transformações nas competências cognitivas, sociais, emocionais e físicas que têm os neurônios, axônios, neurotransmissores e as sinapses como personagens principais. Em termos didáticos, a puberdade tem a ver com as mudanças no organismo; a adolescência, com as mudanças no cérebro.

No palco da adolescência um importante diretor é o hipotálamo. Tudo começa aí…

hipotálamo
A seta indica a localização do hipotálamo.

O hipotálamo é uma estrutura localizada justamente abaixo do tálamo, na região do diencéfalo. Ele possui vias de ligação com o Sistema Límbico, Sistema Nervoso e Sistema Endócrino, dirigindo e controlando a maioria das funções vegetativas, endócrinas, comportamentais e emocionais do corpo. É composto basicamente de substância cinzenta, ou seja, neurônios e axônios ainda sem mielina. O hipotálamo está intimamente relacionado com a hipófise no comando das atividades. Ele tem uma função reguladora importantíssima para o processo de desenvolvimento cerebral, que tende ao equilíbrio (06). Como curiosidade, vale dizer que ele representa apenas cerca de 1% da massa total do encéfalo; é um órgão muito pequeno, mas de holofote indiscutível – de fato, tamanho não é documento. Aliás, o volume da substância cinzenta cerebral segue aumentando até o inicio da adolescência, para então ser reduzido nas regiões corticais. Isto porque a adolescência é um período de podas, ou ainda, uma fase de lapidação.

O cérebro adulto chega a ser três vezes maior que o do recém-nascido. O cérebro do adolescente, por sua vez, já atingiu o volume máximo que terá na vida – até o envelhecimento ou a doença o alterarem.

O cérebro de um bebê tem o dobro de sinapses que o de um adulto. Logo, quando falamos de diferenças entre bebê e adulto, estamos falando de um processo de lapidação, e não mais de pedra bruta (07).

Já a principal diferença entre crianças e adolescentes não está no número de neurônios, mas no fato de que o último sofre uma reorganização química e física, de modo a alterar a quantidade dos neurotransmissores. O cérebro adolescente passa por uma enorme reestruturação, afetando a capacidade de troca de sinais entre as células nervosas.

A substância cinzenta – aquela que diminui radicalmente na adolescência –, representa os corpos celulares dos neurônios; a substância branca – que, por sua vez, aumenta no período da adolescência –, reúne os axônios e a glia. Ela ganha o nome de “branca” por possuir uma camada de gordura – a mielina – que facilita a velocidade da comunicação entre os sinais nervosos (02).

Logo, ser adolescente é passar por mudanças significativas na quantidade de corpos celulares dos neurônios, na qualidade e rapidez da comunicação entre eles e na forma de proteção dos neurônios e axônios.

Falando em cérebro, emoção e comportamento, “podemos inferir que o relacionamento entre a estrutura e a função cerebral pela comparação entre os períodos de desenvolvimento da anatomia e fisiologia do cérebro com o período do desenvolvimento comportamental”, segundo Kolb e Whishaw (05). Entender o cérebro teen é entender seu comportamento. Entender seu comportamento é entender sua emoção.

As mudanças ocorrem principalmente nas seguintes regiões: Núcleos da Base, Cortex Parietal, Núcleo Acumbente, Cortex Pré-frontal e Amígdala (08). Os Núcleos da Base, que armazenam programas motores complexos, sofrem uma redução já no final da infância. Daí a importância de estimular a prática de esportes e atividades físicas nessa fase.

A região do Cortex Parietal, que integra os sinais dos sentidos e registra mudanças no mapa cortical da representação dos movimentos e da imagem do corpo, tem uma modificação significativa nessa fase. Como o corpo está crescendo – e a imagem mental precisa acompanhar –, eles buscam formas de se adequar e se reconhecer. Daí a necessidade dos jovens de experimentar visuais diferentes, cores de batons e esmaltes, estilos de cabelo, etc. A calça nos quadris, o “piercing”, os novos “looks” são tentativas do cérebro de encontrar uma nova organização e identidade que foi modificada.

Comportamento de Adolescente

O Núcleo Acumbente, parte do Sistema de Recompensa – um conjunto de estruturas que registra o prazer –, sofre embotamento nessa faixa etária. Na adolescência, há menos dopamina circulante por lá – lembrando que dopamina é o neurotransmissor responsável por ativar a sensação de prazer própria do Sistema de Recompensa. Por isso, o adolescente precisa de novos jogos, nova decoração no quarto, novas e diferentes roupas, novas músicas, novo visual, novo interesses, como a política. As necessidades dessa área, aliadas às transformações ocorridas na região Pré-Frontal, despertam seu interesse por filosofia, sociologia, artes.

A parceria entre o desenvolvimento do Pré- Frontal e as necessidades do Núcleo Acumbente levam-nos aos comportamentos de risco, ao interesse por competições, à busca pelo perigo, por grandes desafios e prazeres consumíveis. Aliás, o sexo e as drogas obedecem à seguinte lógica: quanto mais dopamina, maior a ativação do Acumbente. Quanto maior a ativação do Acumbente, mais prazer. Levando em consideração o embotamento do Núcleo Acumbente – que perde quase 1/3 de seus receptores de dopamina –, fica mais fácil entender a razão do tédio “aborrecente”. Suzana Herculana-Houzel denomina esta situação de “síndrome da abstinência da infância” (08). Em outras palavras: menos dopamina na região do prazer, mais “deprê”.

O cérebro é muito sábio e tende à regulação e solução de problemas e desafios. Aí entra o papel fundamental da região Pré-Frontal, já explicitado em parte anteriormente: controle dos impulsos, tomadas de decisão, cálculos de consequências, teoria da mente, empatia, maior domínio da linguagem e respostas motoras mais acuradas.

O controle cognitivo e a capacidade de planejamento de determinada área do Pré-Frontal (04), interligados aos Núcleos da Base, possibilitarão o controle mais apurado dos movimentos, das habilidades motoras refinadas e da monitorização de erros. Também o Pré-Frontal é responsável pelos embates e as discussões que passam a ocorrer entre pais e filhos. Os jovens são mais eficientes na habilidade linguística, aprendendo com facilidade figuras de linguagem e estratégias argumentativas. Nesse sentido, municiá-los de informações competentes é um bom “palco” educativo. São também mais aptos a ampliar a memória de trabalho, exercitar a flexibilidade do pensamento e trabalhar o raciocínio abstrato. Aí está mais um motivo para os adultos estimularem e exercitarem a conversa e troca de informações relevantes com os jovens. Um lembrete: nesse período, os “neurônios espelho” –, aqueles que copiam comportamentos e ações –, estão em seu auge. Eles vão buscar a imitação. Vamos torcer e criar oportunidades para que copiem o bom e o bem.

A parte frontal do cérebro também regula o comportamento motivador e, por seu papel associativo, o controle de impulsos, a flexibilidade, o planejamento de ações e ideias. Dessa forma, o adolescente libera-se do concreto, do presente, para pensar no futuro e nas várias possibilidades que uma ação pode desencadear. Mas é importante lembrar que esta área ainda está em desenvolvimento; ela só terminará perto dos 30 anos! Daí a grande importância dos adultos – sejam eles pais ou educadores– ajudá-los a avaliar as consequências, as ações alternativas e a relação entre passado e futuro.

O Cortex Pré-Frontal se relaciona com a amígdala (emoções fortes) e o hipocampo (memória). Podemos entender a relevância do autoconhecimento e da auto-estima ao longo do amadurecimento desse ser, que passará de um bebê sensório motor a um adulto autônomo ainda mais lapidado. Investir em uma infância trabalhada entre limites e possibilidades, estimulada, afetiva e diversificada em exercícios de competências emocionais é um legado essencial. A adolescência não acontece por mágica; não é uma fase desconectada ou uma espécie de entidade, mas um período que depende do desenvolvimento da infância e, ao mesmo tempo, tem suas próprias regras, seus funcionamentos e objetivos.

Fica claro, a partir do estudo do cérebro dos adolescentes, que eles são aptos a se tornarem independentes em algumas funções. Porém, como ainda as estão exercitando, muitas outras habilidades precisam da orientação, do modelo, do incentivo, do estímulo, da compreensão e do desafio. Para os educadores, psicólogos e profissionais de áreas afins, esse também é um grande desafio, tendo em vista o fato de ainda estarmos aprendendo as relações entre cérebro e emoção.

(01)Bruer J.T. The myth of the first three years.Nova York: Free Press, 2003.

(02) Nagy Z.e cols. Maturation of white matter is associated with the development of cognitive functions during childhood. J Cogn Neurosci, 2004.

(03) Strauch B. The primal teen.New York: Doubleday,2003, p.63

(04)Goldberg,E. The new executive brain.New York: Oxford University Press, 2009

(05)Kolb,B. E Whishaw,I. Neurociência do Comportamento.Barueri: Manole,2002

(06)Lent,R. Cembilhoes de neuronios.São Paulo: Editora Atheneu,2005.

(07)Pantano,T, Zorzi,J.Neurociência aplicada à aprendizagem.São José dos Campos:Pulso,2009.

(08)Herculano-Houzel,S. O cérebro em transformação.Rio de Janeiro:Objetiva, 2005.

Autora: Adriana Fóz

Educadora (USP), pós-graduada em Psicologia da Educação (USP) e especialista em Psicopedagogia (Instituto Sede Sapientiae) e Neuropsicologia (CDN-Unifesp). Coordenadora geral do Projeto Cuca Legal – Programa de Prevenção em Saúde Mental nas Escolas (Psiquiatria/Unifesp). Pesquisadora CNPq em Neurociências na Educação.

Alongamento de Cabelo Great Lenghts

Alongamento de cabelo Great Lenghts

A tecnologia anda caminhando cada vez mais a favor da beleza e inovações não param de pipocar no mercado. A última novidade em termos de alongamento de cabelo é a técnica “Great Lenghts”, que vem agitando as cabeleiras do Pierre Louis Coiffeur.

O principal diferencial da técnica de Alongamento de Cabelo Great Lengths é que nela se utiliza o polímero de queratina ao invés de nós, cola, anéis, etc. O efeito é bem natural, pois o polímero é da cor dos cabelos e suas substâncias se identificam com a composição dos fios, promovendo uma fusão molecular entre ambos. “É um método mais seguro, natural e agride muito menos os cabelos.”- afirma Roger Moreira, referência na técnica e responsável pelas madeixas de famosas como Vanessa Giácomo e Gyselle Soares.

Outra vantagem do alongamento é que as mechas estão disponíveis em mais de 50 tons de loiro, ruivo, castanho, preto e cores fantasia. “O Great Lenghts permite criar efeitos, nuances e penteados exclusivos sem a necessidade de tingir o cabelo.” – afirma Roger.

Segundo Roger, todo profissional deve passar por um treinamento para aprender a técnica e tirar o máximo proveito das infinitas possibilidades que esse sistema permite. O Great Lenghts custa a partir de 3 mil reais.

Alongamento Great Lenghts

Alongamento Great Lenghts

Alongamento Great Lenghts

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O Beagle pode ser a escolhe do pet ideal

O Beagle pode ser a escolhe do pet ideal

 

beagle
beagle

Origem do Beagle

O Beagle é uma raça de cães de pequeno e médio porte e tem orgiem inglesa. Apesar dos beagles existirem há mais de dois mil anos, a raça moderna foi desenvolvida no Reino Unido por volta de 1830 com a mistura de várias outras raças.

Os Beagles foram criados principalmente para o rastreamento de coelhos, lebres e outros animais alvos de caçadores. Eles possuem um olfato eficiente e instinto de rastreamento. Juntamente com o bloodhound, o beagle tem um dos melhores olfatos entre todos as raças.

Como se comportam os Beagles?

Além de bons companheiros daqueles que procuram um auxiliar em caçadas, os Beagles são cães muito inteligentes e populares como animais de estimação, muito por conta de seu tamanho, temperamento, e ausência de problemas de saúde genéticos. Infelizmente, essas características também o tornam alvo de testes laboratoriais em animais.

O beagle tem um temperamento calmo e uma boa disposição para atividades e brincadeiras. É um cachorro descrito como alegre, amável,  geralmente pouco agressivo e pouco tímido. Eles gostam de companhia, mas costumam ficar receosos quando inicialmente confrontados com estranhos, mas são facilmente conquistados. Portanto, se está procurando um cão de guarda, com certeza essa não é a melhor escolha! Mas pode ser um ótimo alarme, pois eles tem a tendência de latir e/ou uivar na presença de desconhecidos. São geralmente obedientes, mas facilmente entediados ou distraídos, principalmente por cheiros. Os beagles são excelentes com crianças e essa é uma das razões para terem se tornado animais de estimação populares, mas são animais sociais e podem sofrer de ansiedade quando expostos a períodos  prolongados de solidão.
Beagle com olhar carinhoso
Beagle com olhar de “quero colo”.

Popularidade dos Beagles

Os beagles fazem parte da cultura popular na literatura, pintura e, mais recentemente, no cinema, televisão e quadrinhos. O Snoopy, dos quadrinhos, é representado por um beagle. Existem até peças de vestuário inspiradas nos beagles e na cultura pop, como a camiseta The Beagles da marca de vestuário Bicho da Rua.

The Beagles

Características físicas

Os beagles atingem geralmente entre 33 e 41 centímetros de altura na cernelha(região localizada entre os ossos do ombro e a base do pescoço) e pesam entre 8 e 16kg, contanto com fêmeas, em média, pouco menores que os machos. São dimensões excelentes para animais domésticos.

Seus olhos são grandes, de cor castanha, apresentando um olhar que geralmente traz aquela sensação de que eles estão pedindo um forte abraço! As orelhas são grandes, compridas e macias, voltadas levemente para as bochechas e arredondadas nas pontas. A cauda é pequena e um pouco curvada, com uma ponta branca que era usada para identificá-lo durante as caçadas.

Beagle

Se está procurando um ótimo companheiro para você e sua família, que não ocupe tanto espaço, seja carinhoso e inteligente, talvez a escolha certa seja o Beagle!

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Sindrome Metabolica pode trazer riscos graves

Sindrome Metabolica pode trazer riscos graves

Pessoas com obesidade, diabetes e hipertensão têm mais chances de sofrer da apneia do sono, doença séria que merece atenção especial

A Síndrome Metabólica é caracterizada por um grupo de fatores de risco que aumentam as chances de desenvolver doenças cardiovasculares, como glicemia e pressão arterial alta, associada a obesidade. O paciente com síndrome metabólica possui menor concentração de oxigênio no sangue e aumento da secreção do hormônio cortisol, que controla o estresse, chegando a níveis elevados durante o sono e interferindo na qualidade de vida e na saúde.

Como saber se tenho Síndrome Metabólica?

Segundo os critérios brasileiros, a Síndrome Metabólica ocorre quando estão presentes três dos cinco critérios abaixo:

  • Obesidade central: circunferência da cintura superior a 88 cm na mulher e 102 cm no homem;
  • Hipertensão Arterial: pressão arterial sistólica ³ 130 e/ou pressão arterial diatólica ³ 85 mmHg;
  • Glicemia alterada (glicemia ³110 mg/dl) ou diagnóstico de Diabetes;
  • Triglicerídeos ³ 150 mg/dl;
  • HDL colesterol £ 40 mg/dl em homens e £50 mg/dl em mulheres

Uma consequência mais séria da Sindrome Metabólica é a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), que ocorre quando a pessoa para de respirar enquanto dorme, por um período superior a 10 segundos, várias vezes durante a noite. Pesquisas constaram que 70% dos pacientes com apneia do sono sofrem também de obesidade e 50% de diabetes (glicemia não controlada). Outro dado importante está relacionado aos hipertensos: 35% sofre de apneia do sono. A permanência neste estado de saúde, por tempo prolongado e sem o diagnóstico e tratamento correto, pode levar a pessoa a doenças sérias e até a morte.

Detecção e Tratamento

A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) podia ser detectada somente através de um exame chamado polissonografia, com necessidade de internação em hospitais e uma série de fios conectado ao paciente, dificultado realmente o sono.  Agora o paciente tem o Watch Pat, recentemente introduzido no Brasil e disponível no Núcleo de Otorrinolaringologia e Medicina do Sono de São Paulo. O monitor portátil mede quantas vezes por hora a pessoa deixa de respirar durante o sono, de maneira prática e simples. O sistema é utilizado na casa do paciente, reduzindo custos e tornando o exame confortável e mais eficiente, já que muitas pessoas têm dificuldade de dormir em locais estranhos.

Dilatador Nasal

Dilatador Nasal Rinostent

Um dos tratamentos do ronco e consequente apneia do sono é com o dilatador nasal Rinostent, que após 10 anos de pesquisas, com mais de 5.000 casos atendidos e amplamente aprovado pelos otorrinos, tem demonstrado eficácia em diversas situações relacionadas aos distúrbios respiratórios do sono. “O aparelho metálico, confeccionado em liga de aço e prata, se adapta às duas narinas, mantendo-as bem abertas e garantindo um fluxo de ar constante nasal evitando a respiração bucal e o ronco”, orienta Dr. Levon Mekhitarian Neto, Otorrino, mestre em ciências da saúde e membro do Núcleo de tratamento dos distúrbios do sono de São Paulo. O Rinostent foi usado na tese de mestrado do Dr. Levon e reduz o esforço respiratório, mas não substitui a necessidade de cirurgias, quando indicada.

Site: sitedoronco

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Verão requer cuidado redobrado com os olhos

Verão requer cuidado redobrado com os olhos

Óculos escuro praia verão


Sol, piscina, praia e férias é tudo de bom nesta época do ano, mas é preciso cuidado!


Especialista alerta que cuidado com os olhos deve ser redobrado no verão


Com o início do verão chega também o período de férias. Muitas pessoas aproveitam o calor para curtir um clube, nadar, viajar, ir à praia e, merecidamente, descansar em família. Nesta estação do ano, é comum vários especialistas darem dicas como: usar o protetor, roupas leves e manter-se hidratado. Mas é preciso também se atentar a outro cuidado: a saúde dos olhos.


No verão, os olhos são atingidos mais agressivamente pelas radiações ultravioleta, podem sofrer queimaduras e ainda irritações devido ao cloro da água da piscina e do sal do mar.  É também nesse período que algumas pessoas caem na tentação de comprar óculos escuros em camelôs ou com vendedores ambulantes muito comum em praias.


O oftalmologista do HCO, Cláudio Picosse, explica que no verão as pessoas precisam redobrar o cuidado com os olhos. “No fim do ano com a chegada do verão e com o aumento da temperatura as pessoas tendem a frequentar ainda mais os clubes, nadam mais, viajam e vão à praia, e estão muito mais sujeitas a irritações e queimaduras nos olhos. Isso acontece porque o cloro é uma substancia tóxica, e mesmo usado em pequenas quantidades pode causar irritações. Outro alerta é com relação ao uso dos óculos escuros. Muitos caem na tentação de comprar óculos em camelôs ou de ambulantes e isso é um perigo, podendo causar  queimaduras na córnea, além de aumentar as chances de se desencadear  catarata,  pterígio (o crescimento de uma membrana sobre a córnea e que pode distorcer ou cobrir a visão), além de degeneração da retina”, explica o médico.


Picosse alerta as pessoas para que elas sejam cautelosas no verão e deixa algumas dicas para curtirem as férias e o calor da estação com menos risco a saúde dos olhos;

  • Use óculos escuros de qualidade. Além de evitar que os grãos de areia trazidos pelo vento e poeira entrem nos olhos, os óculos com proteção UV filtram os raios nocivos protegendo o cristalino e a retina;
  • Após nadar lave os olhos com água mineral para evitar irritações com o cloro e o sal;
  • Evite abrir os olhos dentro da água;
  • Use boné. Ele ajuda a proteger a visão contra a incidência direta de raios solares nos olhos.

Sobre a luz solar

A luz é a parte visível do espectro de radiação eletromagnética e tem comprimento de onda de 290 a 780 nm. A cor violeta tem o menor comprimento de onda e a cor vermelha tem o maior comprimento de onda.

A intensidade de luz que chega aos nossos olho depende de diversos fatores: época do ano, distância da linha do Equador, condições atmosféricas (poeira e umidade), falhas na camada de ozônio, fases e explosões solares e etc.

Como a luz solar pode prejudicar os olhos

A exposição aos raios solares pode causar diversas doenças em nossos olhos, como catarata, fotoceratite, pterígio, queimadura macular, pinguéculas, lesões de córnea e de retina (DMRI).
O ideal é evitar longos períodos de exposição solar. Nem sempre é possível evitar, mas o importante é proteger os olhos com óculos com lentes que filtrem boa parte das frequências de luz danosas. As lentes devem filtrar principalmente os raios ultravioletas.
O ideal é que os cuidados sejam iniciados desde a infância, pois o tempo de exposição é fator determinante das alterações oculares.

Meus óculos realmente filtram os raios solares maléficos?

É necessário testar as lentes dos óculos. É importante saber que as lentes escuras reduzem a luminosidade, porém, muitas vezes não filtram totalmente os raios ultravioletas. Neste caso pode-se agravar o risco, pois a abertura ocular será ainda maior devido ao escurecimento da visão, dando mais espaço para os raios danosos danificarem seus olhos. Pode-se testar a eficiência da filtragem em clínicas especializadas. Se você não tiver certeza da proteção das lentes de seus óculos, procure uma cínica e faça o teste.

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Saúde emocional nas escolas

Saúde emocional nas escolas

escola e ensino

A emoção na escola: uma importante lição

Cuidar da escola é também cuidar do coração dessa instituição. Há muito tempo uma metáfora usada para a emoção é a imagem de um coração. E quantos não são os corações que batem no espaço escolar? E como será que está a saúde emocional de cada um dos que lá convivem?

Quem já não experimentou a emoção da ansiedade em um dia chuvoso de trânsito? Ou ainda, quem não perdeu a cabeça com o filho ou o aluno em uma explosão de raiva? Ser humano implica em viver emoções. E como aprender ou ensinar, se temos dificuldade em reconhecer ou lidar com nossas emoções?

Mas afinal, de onde vêm as emoções?

(algumas considerações)

Há um sistema no cérebro, que passou a ser caracterizado como “circuito neuronal”, relacionado às respostas emocionais e aos impulsos motivacionais (1). Dele faz parte, por exemplo, a amígdala – não confundir com a amígdala palatina. Esse circuito vem sendo estudado de modo ainda mais intenso na última década, embora ainda não exista um perfeito acordo sobre seus componentes. Embora a denominação “sistema límbico” (S.L.) ainda seja usada para designar aspectos envolvidos nos circuitos cerebrais das emoções, tal categorização vem sofrendo críticas em diversos graus.

“Inclusive a própria ideia de um único sistema das emoções vem sendo colocada em xeque na medida em que têm sido identificados diferentes circuitos e áreas do SNC (Sistema Nervoso Central) que se correlacionam aos díspares estados denominados emoções. Assim, em substituição – ou ampliação – à idéia do SL, deve-se propor a concepção dos sistemas das emoções, os quais albergam os díspares circuitos e as redes neuronais correlacionáveis aos estados tipificados como emoção” (2). Sendo assim, o que é inquestionável – diferentemente de outras épocas do conhecimento sobre o cérebro – é que há pelo menos um sistema no cérebro, responsável pelas emoções.

E o que e quais são as emoções?

A menção ao termo “emoção” usualmente faz vir à tona as seis “emoções primárias” (3): alegria, tristeza, medo, raiva, surpresa e nojo. As chamadas “emoções secundárias”, ou emoções sociais, são: vergonha, ciúmes, culpa, orgulho, bem estar, calma e tensão. O termo “emoção” é também relacionado à motivação e estados de dor e prazer (4)(5). Uma combinação de aspectos biológicos embasam esses fenômenos. Algumas considerações seguem abaixo:

  • 1- Emoções são um conjunto complicado de respostas químicas e neurais. Toda emoção tem algum tipo de papel regulador.

    Emoções dizem respeito à vida de um organismo; seu papel é assistir o organismo na manutenção da vida;

  • 2- O aprendizado e a cultura esculpem as emoções;
  • 3- As emoções são fenômenos biologicamente determinados. Elas dependem de processos inatos do sistema cerebral, por meio de um longo processo evolucionário. Os componentes que produzem emoções ocupam um conjunto restrito de regiões sub-corticais, começando no nível do tronco cerebral e indo até as porções superiores;
  • 4- As emoções produzem sensações físicas e psicológicas;
  • 5- Toda emoção usa o corpo como palco de um teatro; as emoções também afetam o modo de operação de numerosos circuitos e funções cerebrais.

Antonio Damásio(3), no qual baseei os itens acima, propõe que o termo sentimento seja reservado para a experiência particular e mental da emoção; e que o termo emoção seja usado para designar o repertório de respostas, publicamente observadas. O sentimento é a interpretação da consciência para a emoção. Mas a emoção não depende da consciência para existir.

O neurocientista português alega, confiante, que “…o maquinário biológico está nos bastidores da emoção. E que esta não depende da consciência”(3). Logo, o que nos pode ser útil é que podemos aprender a manejar as emoções, já que elas são inerentes. Aprender a identificá-las e maneja-las é uma estratégia saudável para todos nós, aprendizes.

Ademais, vários estudos, como o de Paul Ekman,  mostram não apenas a diversidade da expressão das emoções, mas como a consciência sobre elas nos ajuda a viver melhor. “Emoções são importantes fontes de informações e respostas que nos ajudam a dirigir nosso comportamento e interação social” (6).

Já segundo PhillippeGoldin, “a capacidade de reconhecer e trabalhar com diferentes emoções é fundamental para nosso bem estar”(7).

Precisamos das emoções para diversas funções: dirigir nossa atenção, melhorar a memória, organizar o pensamento, dirigir o conhecimento interpessoal, o desenvolvimento moral, entre outras. Precisamos de nossas emoções para aprender matemática e ensinar ciência ou ainda para nos sentirmos bem e capazes.

Seligman, fundador da psicologia positiva – disciplina que visa determinar o peso das emoções boas no equilíbrio físico e mental –, enfatiza a importância da educação positiva nas escolas do mundo moderno. A educação positiva é uma ramificação da psicologia positiva. Segundo Seligman, ela refere-se à educação para o desenvolvimento das habilidades voltadas à maximização do desempenho e da realização humana, felicidade e do bem-estar. O autor defende que são cinco os elementos que as pessoas procuram para melhorar a qualidade de vida: emoções positivas, engajamento, relacionamentos positivos, propósito e realização. Educação positiva pode ser definida como a educação para uma vida eficaz, porém feliz! (Seligmanet al., 2009).

Nas escolas, a educação positiva pode funcionar como: (a) um antídoto contra a desesperança; (b) ferramenta de realização pessoal; e, sobretudo, (c) aprimoramento das condições internas para aprendizagem eficaz e desenvolvimento de criatividade (Seligmanet al., 2009).

Ora, diante do atual cenário da educação brasileira, no qual professores vivem situações muito difíceis em sua rotina, principalmente com os alunos – agressões verbais, físicas, desprezo, apatia –, é notória a necessidade de buscarmos mais recursos e atitudes. Quem trabalha na área sabe o valor de uma educação das emoções para a competência social e pedagógica. Sabemos também que ser professor não é ser psicólogo ou assistente social. A questão, portanto, não é de fronteiras do saber, mas da soma de saberes que tornam nossa profissão mais prazerosa e competente.

Nesse sentido, cuidar da saúde emocional e do coração de uma escola faz parte de uma educação saudável!

O Projeto Cuca Legal (Projeto de Prevenção em Saúde Mental e Emocional-Psiquiatria/Unifesp), do qual sou coordenadora-gestora, desenvolve uma metodologia baseada em tais conhecimentos. Sua missão é promover programas e capacitações de acordo com as necessidades das escolas. Um exemplo é o Programa Educação Emocional, que busca capacitar professores para questões como as expostas neste artigo.

(1) Pergher GH, Grassi-Oliveira R, De AvilaLM,Stein LM. Memória, emoção e humor. Rev.Psiquiatria R.S.; 1(28): 61-8, 2006.

(2) Esperidião-Antonio, V. Rev. Psiquiatria Clínica:35(2); 55-65,2007.

(3) Damásio,A. The feeling of what happens. First Harvest Edition,2000.

(4)Brothers L, Fridys Footprint: How Society shapes the human mind, New York:OxfordUniversity Press,1997.

(5) Griffiths P, What emotions Really Are: The Problem of Psychological Categories,Chicago:University of Chicago Press,1997.

(6)Ekman,P. A linguagem das emoções. São Paulo:editora Lua de Papel, 2011.

(7) Goldin P e cols. The neural bases of emotion regulation: reappraisal and suppression of negative emotion. Biol. Psychiatry 2008; 63:577-86.

(8)Seligman, M. E. P., Csikszentmihalyi, M. (2000). Positive Psychology: An introduction. American Psychologist, 55(1), 5-14.

Por Adriana Fóz

Educadora (USP), pós-graduada em Psicologia da Educação (USP) e especialista em Psicopedagogia (Instituto Sede Sapientiae) e Neuropsicologia (CDN-Unifesp). Coordenadora geral do Projeto Cuca Legal – Programa de Prevenção em Saúde Mental nas Escolas (Psiquiatria/Unifesp). Pesquisadora CNPq em Neurociências na Educação.

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Compras Compulsivas

Compras Compulsivas

shopaholic - compulsão por compras

Transtorno atinge homens e mulheres do mundo inteiro

Entrar no shopping de mãos vazias e sair carregado de sacolas com roupas novas, bolsas, sapatos, livros, dvd´s, jogos de vídeo game, presentes e etc, essa é a realidade dos indivíduos que sofrem do Transtorno por Compras Compulsivas. “O comprador compulsivo sente uma necessidade de aliviar as emoções e angústias através da compra. Eles compram para fugir e esquecer os problemas”, afirma a psicóloga-clínica Renata Maransaldi.

De acordo com a psicóloga, esses indivíduos sentem prazer ao fazer compras, porém angústia e ansiedade não são bons companheiros nessas horas! “Eles agem pelo impulso desses sentimentos e não param para pensar se realmente precisam daquilo que estão comprando”, completa Renata.

O Transtorno por Compras Compulsivas é comum entre homens e mulheres na mesma proporção, no entanto as mulheres com uma média entre 30 e 50 anos são as que mais procuram terapia para solucionar o problema. “A compulsão pode se iniciar na juventude, mas dificilmente é percebido, mais tarde as dificuldades financeiras começam a aparecer podendo acarretar em problemas familiares e notam que algo está errado e vão ao especialista”, completa a psicóloga.

Os compradores compulsivos possuem uma falha no organismo e não conseguem resistir ao impulso, o que pode levar a situações mais graves, como dívidas, ficar com o nome sujo, deixar de ter acesso ao crédito, começam a pedir dinheiro emprestado, fazer financiamentos e até mesmo furtar. Para não chegar a essas situações, Renata deixa algumas dicas: “Pare de andar com o cartão de crédito e talão de cheques. Saia sempre com dinheiro contado para não ultrapassar os limites. Também é válido diminuir o limite de crédito ou até mesmo cancelar os cartões. Além disso, descubra as causas de sua insatisfação e veja o que pode mudar em sua vida”.

Comprar compulsivamente é um transtorno do impulso que muitas vezes está associado a outros problemas, como depressão, ansiedade ou transtorno afetivo bipolar. Por isso, às vezes é necessário o acompanhamento especializado.

Sobre a Compulsão

Comportamentos Compulsivos ou Comportamentos Aditivos são hábitos aprendidos e recompensados com gratificações emocionais, geralmente levam a uma diminuição no nível de ansiedade e angústia do indivíduo. São hábitos que já foram executados diversas vezes e acontecem quase automaticamente. Os Comportamentos Compulsivos são mal adaptativos pois tem objetivo de proporcionar alívio nas aflições emocionais, mas não se adaptam ao bem estar mental, ao conforto físico e à adaptação social. São comportamentos repetitivos, frequentes e excessivos.

A gratificação que segue o ato compulsivo, incita o indivíduo a repeti-lo, mas, com o tempo, após o alívio imediato, traz uma sensação negativa de fracasso por não ter resistido ao impulso da compulsão. Apesar dessa sensação negativa, a gratificação inicial (o reforço positivo) é mais forte, gerando a repetição frequente.

Exemplo: A pessoa tem a impressão de que sofrerá algum mal iminente, mas ao tocar ou bater na madeira esse mal é imediatamente afastado… há um alívio repentino, mas adaptar sua rotina para tocar na madeira repetidas vezes durante o dia trará uma frustração e constrangimento enormes.

Por que ocorrem Comportamentos Compulsivos?

Não há uma causa bem específica para os Comportamentos Compulsivos. Há referencias sobre diversas origens, como vulnerabilidades e predisposições,  hábitos gerados por extrema insegurança e aprendidos no convívio familiar, origens individuais relacionados ao passado e psicológico individual e razões biológicas orgânicas e mental.

Desta forma, Comportamentos Compulsivos ou Comportamentos Aditivos podem ser analisados como ações – mal-adaptadas – de combate à aflições como ansiedade e/ou angústia, que geram perturbações físicas, psicológicas e sociais maléficas. Comportamentos com caráter compulsivo podem levar a consequências prejudiciais, como uso abusivo do álcool, drogas, isolamento social, vômitos propositais(Bulimia), enrolar e puxar os cabelos(Tricotilomania) e etc. Comprar compulsivamente(Shopaholic), gastando todos os recursos financeiros disponíveis é uma atitude desastrosa, bem como comer compulsivamente(Binge-Eating), jogar(Jogo Patológico), exercitar-se em excesso(Vigorexia), etc.

Há semelhanças entre Comportamentos Compulsivos e dependência química. Observasse semelhança entre a angústia na ausência dos Comportamentos Compulsivos e das substâncias químicas, ou seja, semelhança dos sintomas emocionais da abstinência, como tremores, sudorese, taquicardia e etc.

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